quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Filme Insônia cativou público na telona do Festival de Cinema


Na manhã desta quarta-feira, 15 de agosto, comunidade e imprensa puderam conferir o longa-metragem, “Insônia”, gravado em 2007 em Porto Alegre. Com direção de Beto Souza e produção executiva de Beto Rodrigues e Laura Alves. No elenco estão as atrizes Lara Rodrigues, Luana Piovani, Larissa Resende e o ator argentino Daniel Kuzniecka.  O filme, que começou por volta das 10h30, encerrou com uma coletiva de imprensa com a presença do diretor, produtor e atores na Sociedade Recreio Gramadense.
Larissa Resende
Segundo o diretor, o longa-metragem não fica defasado, pois entra em um tema conceitual, falando sobre Internet e redes sociais, que nos dias de hoje é o que está em alta entre os jovens. “Daqui a pouco a rede que fará sucesso não será mais o Facebook, aparecerá outra mídia”, conceituou.
Lara Rodrigues
Quem também esteve falando um pouco sobre seu trabalho, foi o ator Daniel Kuzniecka. Ele que já participou de duas minisséries da Globo, sendo elas Brado Retumbante e Avenida Brasil. Kuzniecka relembra com emoção sua trajetória até chegar ao filme “Insônia”.” Me recordo que foi um grande desafio gravar em português para um público que não estou acostumado a conviver”, enfatizou. “Foi um grande prazer trabalhar nesse filme”, ressaltou.

Daniel Kuzniecka

A atriz Lara Rodrigues, interpretou a personagem Cláudia, uma menina meiga, sonhadora e que ignorava todos os rapazes que não apresentavam o perfil de homem que ela queria namorar. A atriz, que hoje tem 21 anos, conta que foi uma experiência nova participar das gravações do longa na capital gaúcha. “A Cláudia tem um pouco a ver comigo. Fui morar muito nova longe de meus pais e tive que amadurecer sozinha”, assemelhou.

A atriz Larissa Resende, que interpretou Carla no filme, conta que foi um enorme prazer ter gravado no Rio Grande do Sul. Ela conta que se encantou com Estado. “
Beto Souza ressaltou ainda que, o filme tem uma grande possibilidade de crescer no mercado, por se tratar de um filme segmentado, onde retrata um lado da vida do adolescente que muitas vezes não é vista, quebrando com essa imagem distorcida que as pessoas tem com relação a adolescência.



 Daiana Vieira Lopes
acadêmica de Jornalismo - 6º semestre


Arte além das telas

Foto: Jéssica Gutierrez
A aura artística não se faz presente apenas nos filmes concorrentes no Festival de Gramado. Em meio à 40ª edição do evento, artistas de rua marcam presença na cidade, e o flautista chileno Isaías Lautaro é um desses artistas que chamam a atenção dos turistas e artistas que passam pelo local.
Isaias, 24 anos, toca flauta há 12 e vive em Porto Alegre, mas aproveitou esta época de Festival para divulgar seu trabalho na cidade. Flautaro, como é chamado, toca há um ano nas ruas. “Comecei na Bahia, onde morava, porque lá tem muitos povoados turísticos. Toco flauta transversal, que se usa na música de chorinho e na música sinfônica. E a Quena, que é um instrumento Andino”. O flautista está de “malas prontas” para voltar ao Chile. “Minha intenção é curtir e trabalhar, juntar uma grana para poder voltar ao Chile em setembro. Não procuro fama. Meu visto vence também, e quero reencontrar minha família”. Mas, apesar das raízes no país vizinho, o jovem pretende retornar ao Brasil. “Volto para cá, pois aqui estou me enriquecendo muito culturalmente. Estou adorando. As pessoas são muito receptivas”.
Flautaro é mais um dos artistas que levam a vida de forma simples e com o intuito de compartilhar sua arte em troca de valorização quer seja pessoal ou financeira. “Não me obrigo a ficar na rua a vida toda. Vou fluindo, as pessoas me veem na rua e me conhecem, já me convidam para uma gravação ou para um evento e aí vou me introduzindo no mundo cultural da cidade, onde quer que eu esteja. Mas minha base é tocar na rua e não vejo nada de ruim, pois me sustenta”, conclui o músico.

Fábio Osorio
Acadêmico de Jornalismo - 1° Semestre


Cineasta gaúcho Sérgio Silva morre aos 66 anos de idade

Foto: Divulgação/Pressphoto

Considerado um especialista no épico e no melodrama no cinema gaúcho contemporâneo, Sérgio Silva morreu na madrugada desta quarta-feira, (15), aos 66 anos, em sua residência em Porto Alegre, decorrente de complicações de saúde derivadas de um câncer no pulmão. O cineasta ficou conhecido nacionalmente pelo seu primeiro longa-metragem em 35 mm, "Anahy de las Misiones" (1997).

 Depois de um período ausente das telas, Sérgio foi premiado por sua retomada com o troféu Candango de melhor filme o diretor, ator, produtor e Professor do Departamento de Arte Dramática da UFRGS,  Silva deixou um longa inédito em circuito: "Quase um tango", ganhador do Kikito de melhor roteiro no Festival de Gramado de 2009.

Sérgio também foi crítico de cinema nos jornais gaúchos "Folha da Manhã", "Folha da Tarde" e "Correio do Povo" ao teatro, o cinema sempre fez parte de sua vida, realizou mais de 21 filmes. O cineasta foi homenageado na noite de domingo (12) no Palácio dos Festivais de Gramado ,mas devido a sua doença não pode subir a serra, o jornalista da RBS TV Roger Lerina que  foi seu aluno compareceu em seu lugar e recebeu a homenagem. O tom dos discursos e dos participantes foi de emoção.

O corpo será velado no Cemitério Ecumênico João 23, em Porto Alegre, a partir das 14h e o sepultamento está marcado para as 20h desta quarta-feira (15).

Suzana Oliveira
Acadêmica de Jornalismo - 8° Semestre

Marcelo Galvão fala sobre o longa "Colegas"


Foi na noite desta segunda-feira, (13), que foi exibido no 40° Festival de Cinema de Gramado o longa "Colegas", de Marcelo Galvão. O filme, que é o segundo da história do evento a usar o recurso da audiodescrição, aborda a temática da inclusão, tendo na produção e interpretação profissionais portadores de necessidades especiais. "A inclusão entre colegas é algo sempre presente, tem três garotos com síndrome de down como protagonistas, 60 coadjuvantes com síndrome de down no filme e um produtor executivo deficiente visual", contou Galvão.

Foto: Itamar Aguiar
"A partir do momento em que você tem três jovens com síndrome de down atuando e representando outros personagens, você os vê como atores mesmo. Então, isso é incluir" comentou o diretor sobre a inclusão proposta pelo filme. Marcelo também falou sobre a origem da inspiração do filme, que surgiu devido ao seu tio, portador de síndrome de down. "Sempre foi um momento mágico da minha vida, todas as vezes em que ele passava as férias na minha casa, porquê era uma criança em um corpo de adulto". O diretor também deixou claro que o foco não é fazer um filme para falar sobre a síndrome, e sim sobre "o jeito de ver a vida", "com a ideia de passar uma mensagem para as pessoas, de que eles também podem sonhar, garotos como eles podem correr atrás dos sonhos" finalizou Galvão.

O longa, "Colegas", foi exibido às 21:30 do dia 13 de agosto e contou com a presença de 25 pessoas com deficiência visual. O filme está concorrendo na categoria "Longas-Metragens Brasileiros", na mostra competitiva. 

Marcos Roberto Heck
Acadêmico de Jornalismo - 1° Semestre
Coordenação: Christine Bahia