quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Festival de Cinema de Gramado discute os filmes exibidos na mostra

Filmes apresentados na noite de terça-feira foram debatidos nesta quarta (22)
Da esquerda para a direita: Tatiana Sager, Nestor Guzzini e Lucia Gaviglio Salkind


A produção audiovisual brasileira e latino-americana está em debate no Festival de Cinema de Gramado. Após cada exibição as obras são discutidas com a presença de diretores, atores e público. Uma oportunidade de se conhecer bastidores e detalhes de cada produção. Nesta quarta-feira (22) o foco dos debates foram os filmes exibidos na noite anterior.
Obras como “Catadora de gente” e “Mi Mundial” foram debatidas. Ambos retratam histórias diferentes, mas com um mesmo objetivo, “nunca deixar de sonhar”. Os atores do filme “Mi Mundial”, gravado e dirigido por argentinos, uruguaios e brasileiros, apresentaram à imprensa uma pauta que gira em torno da realidade que é viver em um mundo completamente diferente do seu, o mundo do esporte.
Em Mi Mundial a família Tito passa a adquirir bens de uma forma inesperada, com o talento dele no futebol. Isso até que Tito, um garoto sonhador e muito jovem, sofre uma lesão muscular gravíssima e acaba tendo que passar por procedimentos, para um dia voltar a jogar e atuar para o seu tão sonhado clube, São Paulo FC.
Já o filme “Catadora de Gente” apresenta a vida de uma senhora que trabalha no lixão e transforma seu cotidiano e de sua família apenas com o conhecimento adquirido, por livros achados no lixo. Maria, que atua no filme, conta que fazia coleção de livros em sua casa, tendo mais de 600 livros espalhados, de todos os gêneros.
Para a catadora ler era um hobbie que a fazia ter a maior riqueza do mundo, que é a sabedoria. Aos poucos Maria foi se desfazendo dos livros, doando alguns, colocando outros de volta na lixeira. Ela conta que através destes livros ela conseguiu entender como seriam as leis e então passou a ajudar as pessoas que viviam da mesma forma que ela.

Larissa Pires | 2º Semestre de Jornalismo


Por trás das telas: Os bastidores do cinema e a trajetória do projecionista

José Luis mostra como é o funcionamento do sistema utilizado. Foto: Amanda Ferreira


Antes de uma exibição de uma produção cinematográfica há todo um preparo técnico nos bastidores. Tudo começa em uma sala com o projecionista. Ele é o responsável por testar áudio e imagem antes de ser transmitido para as telas do cinema. No Festival de Cinema de Gramado o responsável por fazer a magia ao Palácio dos Festivais é José Luís de Almeida.
O trabalho do projecionista foi modificado com a avanço das tecnologias. Atualmente todo o equipamento é digital e os filmes podem ser transportados através de um pen drive, ao contrário do início do cinema, quando precisam de rolos com os filmes, que eram rolados de acordo com as passagens.
José Luís, que trabalha na engenharia da Kodak e desde 1980 trabalha no Festival de Cinema de Gramado, conta que essa evolução foi muito positiva, principalmente, porque “hoje você tem um pen drive e tem um, dois, três ou quatro filmes, antes você tinha um filme com cinco ou seis rolos que pesavam 30 quilos cada”, dessa forma se tornou possível levar o conteúdo para casa.
Uma das principais funções do operador de rolo é o teste do áudio, parte muito importante em uma produção. Nesse momento são ajustados os níveis, para que seja bem recebido e distribuído no espaço de exibição. É possível adaptar o som de acordo com a necessidade do espaço. O engenheiro explica sobre o funcionamento do teste de áudio. “A primeira coisa para funcionar é carregar a maquina, daí vai ficar acesa a lâmpada, feito isso é tudo automático. Depois que acaba, desligo tudo”. Em uma demonstração em tela, José mostrou como o processo no computador é simples: com o filme definido, é feita uma pré-seleção no programa, que pode ser colocada em playlist criada por dia ou horário.

Amanda Ferreira| 3º Semestre de Jornalismo


Da estatueta Kikito ao doce de chocolate

Foto: Leticia Silveira

Em sua 46 edição, o Festival de Cinema de Gramado atrai milhares de turistas para a cidade turística da Serra Gaúcha. Essa procura se justifica tanto pelos belos pontos turísticos que a cidade oferece aos seus visitantes, quanto pela gastronomia e os seus deliciosos e famosos chocolates.
Um dos principais personagens do Festival de Cinema de Gramado, e também símbolo da Cidade, o Kikito. Sua figura risonha representa um “Deus do bom-humor” e é o prêmio oferecido aos vencedores do festival. A escultura foi criada pela artesã da gramadense Elisabeth Rosenfeld.
A imagem se tornou um ícone do cinema brasileiro, mas você sabia que você pode ter seu próprio Kikito em sua casa? Aproveitando a alta repercussão do Festival e o grande número de turistas, as inúmeras chocolateiras locais oferecem o prêmio Kikito em forma de deliciosos chocolates para que todos tenham uma lembrança da cidade e do Festival de Cinema de Gramado.
É o caso da Chocolataria Caracol, que com uma estrutura com bailarinas, soldadinhos de chumbo e um carrossel no estabelecimento, leva qualquer adulto a retornar à sua infância. Até a tarde desta quarta-feira (22) a loja já havia vendido 1,6 mil exemplares do kikito, e espera uma nova remessa do chocolate preferido do Festival, conforme explica a gerente da loja Paula Kohl. Ela ressalta que "o kikito é a grande estrela do festival e através do chocolate todos podem levar um pedacinho de Gramado para sua casa ".
Além de serem lindos, eles são super gostosos. Ficou com água na boca? Venha para Gramado e entre nas inúmeras chocolatarias da cidade e se delicie com os famosos chocolates de Gramado.


Ariane Hanauer | 2º Semestre de Jornalismo

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Melhores momentos do 45º Festival de Cinema de Gramado

O 45º Festival de Cinema de Gramado contou com inúmeros momentos marcantes desde a sua abertura oficial no quinta-feira, dia 17 de agosto. A equipe de cobertura da Universidade Feevale esteve presente em três dias do evento, tendo início no dia 22 e terminando no dia 24.


No primeiro dia em que a equipe se deslocou da universidade até a serra gaúcha, já encontramos o diretor de animação e Chief Executive Officer da produtora Otto Desenhos, Otto Guerra, que foi um dos homenageados desta edição do Festival. Na entrevista que realizamos, Otto salientou sobre acreditar que o cinema é uma grande arma política e que deve o seu sucesso por trabalhar através da sua liberdade e paixão.


O Museu do Festival também atraiu olhares do público, devido ao seu constante processo de atualização. Em uma conversa com a equipe da Feevale, a museóloga e curadora do museu, Daniela Schmitt, explicou: “o museu é vivo, ele nunca vai estar pronto, finalizado. Ele sempre irá trazer novas informações para dialogar com o público mais jovem. Esse não é um museu para adultos, queremos atender a todas as idades”. Daniela também contou que pretende ampliar o discurso no museu para abranger a cinematografia nacional, latinoamericana e norte americana.


Pouco antes da estreia do filme “A Fera na Selva”, o diretor e ator do longa brasileiro Paulo Betti conversou com o pessoal da equipe da Universidade Feevale. O ator comentou sobre o desafio de dirigir um filme de conteúdo filosófico e psicológico, baseado na obra literária de Henry James. “Ele não vive o momento presente então o filme é uma espécie de grito. Vamos viver aqui agora, talvez nós aqui estejamos vivendo o melhor momento de nossas vidas”, contou.


O segundo dia de cobertura iniciou com uma presença de peso. A equipe da Feevale entrevistou a atriz e parceira de direção do filme “A Fera na Selva”, Eliani Giardini.


Na tarde desse mesmo dia, o Palácio dos Festivais exibiu o documentário “Pitanga”, conta a história de Antônio Pitanga, ator consagrado, com mais de 60 filmes e 30 telenovelas ao longo de sua carreira. O longa-metragem foi dirigido por Camila Pitanga, filha de Antônio, e Beto Brant. Antes da exibição do filme, Antônio e Camila subiram ao palco e comentaram que o objetivo do documentário não é contar sua história e sim contar como o Brasil desenvolveu seu cinema, sua história, juventude e democracia. Antônio recebeu o Troféu Cidade de Gramado, que é entregue aos grandes nomes que contribuem para desenvolvimento do cinema nacional e do próprio Festival de Cinema na noite do dia 23.


O último dia de cobertura do Festival de Cinema contou com o depoimento do sócio do Canal Brasil, Paulo Mendonça, em um painel intitulado “Canal Brasil e o Cinema Brasileiro”. Segundo Mendonça, o intuito é não ter um olhar crítico, mas sim um olhar para o cinema brasileiro, prezando pela qualidade e relevância do material. Paulo Mendonça contou a trajetória do canal, ressaltando que que o país necessitava muito desse espaço exclusivo de representatividade de seu cinema.


A atriz e participante de programas exibidos pelo Canal Brasil, Bárbara Paz, estava presente na plateia do debate apresentado pelo sócio do canal. A equipe da Feevale conversou com a atriz, que comentou da importância de um Festival com tamanha grandeza. “O Festival abrange o cinema e a cultura brasileira e espero que dure por muitos anos. Me sinto honrada de poder comparecer e participar do júri deste evento”, disse.


Em uma conversa sobre Realidade Virtual, o diretor Ricardo Laganaro apresentou a evolução do AR (realidade aumentada) e VR (Realidade Virtual), que vem crescendo no mercado e produzindo conteúdo relevante. Para Ricardo essa é uma “máquina de teletransporte”, já que consegue levar o expectador a qualquer lugar, em qualquer ângulo. o diretor trouxe para a plateia uma pequena mostra do documentário Step to the line, que produziu nos EUA e conta como funciona um programa de reabilitação de uma prisão de segurança máxima. Laganaro foi enfático ao dizer que este não é o futuro do audiovisual, mas sim o presente.

Por fim, o último dia de cobertura da Universidade Feevale foi encerrado pela entrevista com Iuli Gerbase, assistente de direção do filme BIO. O longa documental conta a história de um homem que nasceu em 1959 e morreu em 2070. “A história é contada pelos personagens que conviveram com o principal. É a verdade sobre um homem que não sabe mentir”, contou Iuli, filha do diretor do filme, Carlos Gerbase. Quando perguntada com a relação com o seu pai, revela que Carlos é um diretor muito flexível, ressaltando: “já tive experiências com outros diretores, mas trabalhar com o meu pai não me decepcionou”. O filme foi exibido pela primeira vez na noite do dia 24 e reapresentado na manhã do dia 25.

Confira a galeria de fotos aqui! 


Eduarda Spanevello, acadêmica do 2º semestre de Jornalismo da Universidade Feevale