quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Curadores do Festival de Cinema de Gramado falam sobre o avanço do cinema brasileiro e latino-americano no Festival

Curadores do Festival de Cinema de Gramado| Foto: Nicolas Secco


A cada ano, a curadoria do Festival de Cinema de Gramado realiza um trabalho quase contínuo para a seleção dos filmes que participarão da competição. Neste ano Rubens Ewald, que participa desde a quarta edição do evento, Eva Piwowarski e Marcos Santuário, curador há 8 anos, são os responsáveis por esta tarefa dentro do Festival. A equipe faz o contato com realizadores e produtores de festivais no Brasil e no exterior muito antes do período das inscrições, para saberem o que está sendo produzido.
Todas as produções são assistidas pelos curadores e, posteriormente, as melhores são selecionados. A curadoria também faz a escolha de quem participará do júri, que fará a avaliação dos filmes com base nas categorias estabelecidas. Marcos Santuário destaca a importância de ter profissionais de diferentes áreas no corpo de jurados. “O júri é composto por um diretor, um ator, um distribuidor, um exibidor, um produtor para ter a cadeia produtiva do cinema”.
Ao longo dos anos vem aumentado a performance do cinema brasileiro e latino-americano, tem mais filmes sendo produzidos e nisso tem melhorado a qualidade dos filmes”, pontua Santuário. Já Rubens considera o tradicionalismo da cidade de Gramado como um fator importante para a consolidação do Festival como um dos melhores do país.


Amanda Ferreira, Jade Guimarães e Júlia Felizardo | Acadêmicas dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas.

Festival de Cinema de Gramado discute os filmes exibidos na mostra

Filmes apresentados na noite de terça-feira foram debatidos nesta quarta (22)
Da esquerda para a direita: Tatiana Sager, Nestor Guzzini e Lucia Gaviglio Salkind


A produção audiovisual brasileira e latino-americana está em debate no Festival de Cinema de Gramado. Após cada exibição as obras são discutidas com a presença de diretores, atores e público. Uma oportunidade de se conhecer bastidores e detalhes de cada produção. Nesta quarta-feira (22) o foco dos debates foram os filmes exibidos na noite anterior.
Obras como “Catadora de gente” e “Mi Mundial” foram debatidas. Ambos retratam histórias diferentes, mas com um mesmo objetivo, “nunca deixar de sonhar”. Os atores do filme “Mi Mundial”, gravado e dirigido por argentinos, uruguaios e brasileiros, apresentaram à imprensa uma pauta que gira em torno da realidade que é viver em um mundo completamente diferente do seu, o mundo do esporte.
Em Mi Mundial a família Tito passa a adquirir bens de uma forma inesperada, com o talento dele no futebol. Isso até que Tito, um garoto sonhador e muito jovem, sofre uma lesão muscular gravíssima e acaba tendo que passar por procedimentos, para um dia voltar a jogar e atuar para o seu tão sonhado clube, São Paulo FC.
Já o filme “Catadora de Gente” apresenta a vida de uma senhora que trabalha no lixão e transforma seu cotidiano e de sua família apenas com o conhecimento adquirido, por livros achados no lixo. Maria, que atua no filme, conta que fazia coleção de livros em sua casa, tendo mais de 600 livros espalhados, de todos os gêneros.
Para a catadora ler era um hobbie que a fazia ter a maior riqueza do mundo, que é a sabedoria. Aos poucos Maria foi se desfazendo dos livros, doando alguns, colocando outros de volta na lixeira. Ela conta que através destes livros ela conseguiu entender como seriam as leis e então passou a ajudar as pessoas que viviam da mesma forma que ela.

Larissa Pires | 2º Semestre de Jornalismo


Por trás das telas: Os bastidores do cinema e a trajetória do projecionista

José Luis mostra como é o funcionamento do sistema utilizado. Foto: Amanda Ferreira


Antes de uma exibição de uma produção cinematográfica há todo um preparo técnico nos bastidores. Tudo começa em uma sala com o projecionista. Ele é o responsável por testar áudio e imagem antes de ser transmitido para as telas do cinema. No Festival de Cinema de Gramado o responsável por fazer a magia ao Palácio dos Festivais é José Luís de Almeida.
O trabalho do projecionista foi modificado com a avanço das tecnologias. Atualmente todo o equipamento é digital e os filmes podem ser transportados através de um pen drive, ao contrário do início do cinema, quando precisam de rolos com os filmes, que eram rolados de acordo com as passagens.
José Luís, que trabalha na engenharia da Kodak e desde 1980 trabalha no Festival de Cinema de Gramado, conta que essa evolução foi muito positiva, principalmente, porque “hoje você tem um pen drive e tem um, dois, três ou quatro filmes, antes você tinha um filme com cinco ou seis rolos que pesavam 30 quilos cada”, dessa forma se tornou possível levar o conteúdo para casa.
Uma das principais funções do operador de rolo é o teste do áudio, parte muito importante em uma produção. Nesse momento são ajustados os níveis, para que seja bem recebido e distribuído no espaço de exibição. É possível adaptar o som de acordo com a necessidade do espaço. O engenheiro explica sobre o funcionamento do teste de áudio. “A primeira coisa para funcionar é carregar a maquina, daí vai ficar acesa a lâmpada, feito isso é tudo automático. Depois que acaba, desligo tudo”. Em uma demonstração em tela, José mostrou como o processo no computador é simples: com o filme definido, é feita uma pré-seleção no programa, que pode ser colocada em playlist criada por dia ou horário.

Amanda Ferreira| 3º Semestre de Jornalismo


Da estatueta Kikito ao doce de chocolate

Foto: Leticia Silveira

Em sua 46 edição, o Festival de Cinema de Gramado atrai milhares de turistas para a cidade turística da Serra Gaúcha. Essa procura se justifica tanto pelos belos pontos turísticos que a cidade oferece aos seus visitantes, quanto pela gastronomia e os seus deliciosos e famosos chocolates.
Um dos principais personagens do Festival de Cinema de Gramado, e também símbolo da Cidade, o Kikito. Sua figura risonha representa um “Deus do bom-humor” e é o prêmio oferecido aos vencedores do festival. A escultura foi criada pela artesã da gramadense Elisabeth Rosenfeld.
A imagem se tornou um ícone do cinema brasileiro, mas você sabia que você pode ter seu próprio Kikito em sua casa? Aproveitando a alta repercussão do Festival e o grande número de turistas, as inúmeras chocolateiras locais oferecem o prêmio Kikito em forma de deliciosos chocolates para que todos tenham uma lembrança da cidade e do Festival de Cinema de Gramado.
É o caso da Chocolataria Caracol, que com uma estrutura com bailarinas, soldadinhos de chumbo e um carrossel no estabelecimento, leva qualquer adulto a retornar à sua infância. Até a tarde desta quarta-feira (22) a loja já havia vendido 1,6 mil exemplares do kikito, e espera uma nova remessa do chocolate preferido do Festival, conforme explica a gerente da loja Paula Kohl. Ela ressalta que "o kikito é a grande estrela do festival e através do chocolate todos podem levar um pedacinho de Gramado para sua casa ".
Além de serem lindos, eles são super gostosos. Ficou com água na boca? Venha para Gramado e entre nas inúmeras chocolatarias da cidade e se delicie com os famosos chocolates de Gramado.


Ariane Hanauer | 2º Semestre de Jornalismo